29
de
março

Trecho do Livro Ame e Dê Vexame
(Roberto Freire)
"…O amor a gente só entende quando ainda não sentiu e só compreende
quando deixou de sentir … A melhor receita para acabar um amor é intelectualizá-lo ou tentar explicá-lo de outra maneira que não seja a poética e a musical… Pois elas, na verdade, não explicam nada, só pulsam, como o próprio amor…"
26
de
março

(by Miriam Monteiro do Blog Meu Porto)
"…Eu, que sempre
teci
sonhos
de delicadas
fibras.
Eu,
que conjugava
os verbos
no presente,
onde
nenhum
sentir
era abstrato
ou impossível,
e nenhum
pretérito
era imperfeito.
Nunca
concebi
o verbo
tão fustigado
de saudade.
Nem
a palavra
tão lanhada
de ausências…"
19
de
março

(posted by Simone Oliveira
do Blog Letras e Tempestades)
"…Aguardei a sentença e
apaguei as metáforas…
Reconstruí o sorriso
Engoli a lágrima…
Mas não tenho conseguido
costurar as dores da minha alma.
Acordo chuva.
Deito estrela.
Outubro me consome.
Tenho fome de gritos
e sede de saudades.
Não acredito nem em palavras,
nem em silêncios.
Estou muda.
Calada…"
16
de
março
"…Hoje minha casa cheirava a anjos
e eu tão abandonada
sentia cheiro de flores
molhadas pela tempestade.
O vento trouxe esta saudade.
Levou minha tristeza,
e a melancolia se fez sol
num horizonte inalcançável aos olhos.
Sonho a gente vive
tantas quantas vezes quiser.
Se a minha saudade
voar por aí…que bom!
Se eu sentir um eco
sei que não morri…"
14
de
março

by Edna Feitosa
"…Não sei o que pensas
não sei o que vestes
não conheço teus costumes
mas sinto que sempre tens
as mãos cheias de rosas
as idéias cheias de cores
os ideais de todos os tons
as saudades e as lembranças
plenas de todos os "quase"
que juntos (não) vivemos…"
8
de
março
by Marcio Baraldi
"…Essa dor gritante
que dói a cada instante,
que cresce a cada vida,
é a dor que a gente pediu
do tamanho exato
da nossa ferida!.."
7
de
março

by Olympia S. Rodrigues
"…’Para nós, poetas, as palavras são flores’…
Que minhas palavras-flores entrem pelos teus olhos,
caiam em tua alma
e aí germinem, se multipliquem,
sejam derramadas pelos teus dedos nos poemas de amor
que cantam e encantam,
e entrem em outros olhos,
e caiam em outras almas,
e lá germinem, se multipliquem
e sejam derramadas por outros
dedos em outros poemas de amor…
Maravilhoso círculo vicioso.
Nossas palavras-flores
alimentarão o mundo!…"
3
de
março
by Débora Böttcher
(Excertos)
"…Muito tempo depois
de ouvir sua voz pela última vez,
meu coração ainda é capaz de repetir suas palavras
num gesto delicado de uma lembrança
que vaga nas brisas, inerte e acolhedora.
Meus olhos ainda guardam o brilho dos seus,
em minha face escorre sua lágrima enrustida
e minhas mãos podem sentir o toque macio
de uma despedida sem razão…
[...]
Nas madrugadas, perco-me entre a realidade e o sonho,
num devaneio louco de nunca me saber
adormecida ou acordada.
Passam pelos meus pensamentos
ilusões, retratos, pinturas,
gravuras que as brumas da mentira desfilam
numa tentativa inútil de me acalmar a alma -
que oscila entre uma paz que não existe
e o eterno desconforto da amargura,
uma saudade dolorosa e tranqüila:
não sei onde você está…
O eco da sua risada me acompanha
e eu ainda entrevejo seu sorriso maroto e infantil,
mas a parte de você que me foi roubada
por escolhas sem sentido, permanece esquecida
no canto de mim que abriga uma esperança secreta
de te ver chegando algum dia
[...]
Percebo os dias correndo envoltos numa pressa sorrateira,
os anos somados às rugas finas da minha pele,
o gelo cortante do Inverno e o sol brilhante do Verão…
Acompanho as flores nascendo nos jardins,
os ventos derrubando folhas,
Primavera e Outono mais uma vez…
Não me aborreço… Por entre as estações que se divisam,
vou tentando enxergar seus caminhos,
adivinhar seu destino entrelaçando possibilidades,
qualquer uma…
Conto com o ocaso e o poente no horizonte para me acalentar,
manhãs e tardes observando a vida…
Lua, estrelas e nuvens me fazem companhia
numa presença solitária desenhando alegria em mim…
Acostumei-me a te esperar…"