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FRAGILIDADE POÉTICA Poesias e Fragmentos Poéticos…Um universo de lirismo e sensibilidade…Visitem também Solidão de Alma II e Minha Série Curtinhos

10

de
julho

Rotas

by Angélica T. Almstadter

 

Essas enormes avenidas que me recobrem o corpo…esses rios caudalosos que já cantei em tantos dias e em tantas noites seguidas…levam e trazem vida…acolhem nas margens uma imensidão de imagens…
Essa vida que brota exuberante em tons vermelhos faíscantes jorra como nascentes límpidas e escorrem silenciosamente cumprindo um itinerário regiamente traçado…
Mas o ar denso que adentra pelas narinas transita pesado…quase parado…se engasga reticente entre os jardins alveolados das minhas reservas …enroscam na engrenagem…rangem…sibilam…abreviam a vida…
que ainda contente se esparrama petulante …entoa lamentos serenos…faz serenata enluarada nessa dimensão imprecisa….como lâmina que escraviza e mata solenemente…cruelmente…
A vida que agita e se guarda aflita…percorre as linhas e curvas…pranteia e se lança…quase como vingança pelas fornalhas acesas que queimam incessantes, acessas cortantes…
Fecho os olhos e inalo silente…o pouco de vida que me é servido em doses miúdas…nas taças brilhantes …que já não são fartas como antes…transbordam chorosas…e escorrem sem cor para vala comum…ou se espalham no vento sem aceno….

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1 Comentário »

  1. Comentário por Angélica — 1 de agosto de 2006 (12:01)

    Passei pra deixar um beijo e meu agradecimento.
    É claro que nem preciso dizer que está lindo, ou preciso? Vindo da pessoa linda que é vc o estranho é se não fosse lindo.
    sssmmmaaaacckkkssss amiga.

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