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FRAGILIDADE POÉTICA Poesias e Fragmentos Poéticos…Um universo de lirismo e sensibilidade…Visitem também Solidão de Alma II e Minha Série Curtinhos

14

de
março

Virtuamente Real

by Edna Feitosa

"…Não sei o que pensas
não sei o que vestes
não conheço teus costumes
mas sinto que  sempre tens
as mãos cheias de rosas
as idéias cheias de cores
os ideais de todos os tons
as saudades e as lembranças
plenas de todos os "quase"
que juntos (não) vivemos…"


11

de
março

Inverno

 

INVERNO

 ©Alexandre C. Valletta

 

"…Amo-te com carinho,

Quase como o frio

Que já me toca

Nas noites sem estrelas.

O pensamento

Sempre em sonho

Velado pela certa

Incerteza de se perder.

Amo-te com frio,

Como se somente

Um arrepio fosse

E que por pouco sol

Pudesse se dissolver…"

8

de
março

DOR

 

by Marcio Baraldi
 
 
 "…Essa dor gritante
que dói a cada instante,
que cresce a cada vida,
é a dor que a gente pediu
do tamanho exato
da nossa ferida!.."

7

de
março

Círculo Vicioso

by  Olympia S. Rodrigues

"…’Para nós, poetas, as palavras são flores’…
Que minhas palavras-flores entrem pelos teus olhos,
caiam em tua alma
e aí germinem, se multipliquem,
sejam derramadas pelos teus dedos
nos poemas de amor
que cantam e encantam,
e entrem em outros olhos,
e caiam em outras almas,
e lá germinem, se multipliquem
e sejam derramadas por outros
dedos em outros poemas de amor…
Maravilhoso círculo vicioso.
Nossas palavras-flores
alimentarão o mundo!…"

 

3

de
março

Espera Incansável

by Débora Böttcher
(Excertos)
 
"…Muito tempo depois
de ouvir sua voz pela última vez,
meu coração ainda é capaz de repetir suas palavras
 num gesto delicado de uma lembrança
que vaga nas brisas, inerte e acolhedora.
Meus olhos ainda guardam o brilho dos seus,
 em minha face escorre sua lágrima enrustida
 e minhas mãos podem sentir o toque macio
 de uma despedida sem razão…
[...]
 Nas madrugadas, perco-me entre a realidade e o sonho,
num devaneio louco de nunca me saber
 adormecida ou acordada.
Passam pelos  meus pensamentos
 ilusões, retratos, pinturas,
 gravuras que as brumas da mentira desfilam
numa tentativa inútil de me acalmar a alma -
 que oscila entre uma paz que não existe
e o eterno desconforto da amargura,
uma saudade dolorosa e tranqüila:
não sei onde você está…
O eco da sua risada me acompanha
e eu ainda entrevejo seu sorriso maroto e infantil,
 mas a parte de você que me foi roubada
 por escolhas sem sentido, permanece esquecida
no canto de mim que abriga uma esperança secreta
 de te ver chegando  algum dia
[...]
Percebo os dias correndo envoltos numa pressa sorrateira,
 os anos somados às rugas finas da minha pele,
o gelo cortante do Inverno e o sol brilhante do Verão…
 Acompanho as flores nascendo nos jardins,
os ventos derrubando folhas,
Primavera e Outono mais uma vez…
Não me aborreço… Por entre as estações que se divisam,
 vou tentando enxergar seus caminhos,
adivinhar seu destino entrelaçando possibilidades,
qualquer uma…
Conto com o ocaso e o poente no horizonte  para me acalentar,
manhãs e tardes observando a vida…
Lua, estrelas e nuvens me fazem companhia
numa presença solitária desenhando alegria em mim…
Acostumei-me a te esperar…"

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